domingo, 30 de dezembro de 2012

Ética e Cidadania



Ética e Cidadania (1/3)




Ética e Cidadania (2/3)




Ética e Cidadania (3/3)






A equipe da UNIVESP TV entrevistou o prof. Pedro Goergen, titular aposentado da Faculdade de Educação da Unicamp, sobre o seu texto: Educação Moral Hoje: cenários, perspectivas e perplexidades. O professor fala sobre a função da escola na transmissão de valores nos dias de hoje.

 

Caminhos da Cidadania no Brasil II



Caminhos da Cidadania no Brasil II 
(parte 1 de 2)


Caminhos da Cidadania no Brasil II 
(parte 2 de 2)


O vídeo foi produzido para apoiar a disciplina Ética e Cidadania do curso de Pedagogia Unesp/Univesp e analisa acontecimentos das fronteiras sociais, onde o Estado está ausente e perdeu o monopólio do uso da força.

 

Caminhos da Cidadania no Brasil I



Caminhos da Cidadania no Brasil I (1/2)


Caminhos da Cidadania no Brasil I (2/2)


O programa viaja no tempo para dar conta do que é cidadania; define a cidadania como um fenômeno complexo e historicamente definido, mostrando como se apresentou de forma diferente em cada época histórica até deixar de ser privilégio de poucos e tornar-se direito de todos.

 

História da Cidadania



Prof. Jaime Pinsky fala sobre o livro História da Cidadania








Prof. Jaime Pinsky fala sobre o livro "História da Cidadania", publicado pela Editora Contexto.


Exercer a cidadania plena é ter direitos civis, políticos e sociais. Este livro trata do processo histórico que levou a sociedade ocidental a conquistar esses direitos, assim como dos passos que faltam para integrar os que ainda não são cidadãos plenos. A obra começa com a pré-história da cidadania, analisa as bases da cidadania moderna, descreve sua expansão e, em seguida, traz a questão para o Brasil.
 

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Cidadania e Democracia participativa









Neste vídeo, você confere uma aula sobre: "Cidadania e Democracia participativa", com o Prof. Dr. Wagner de Melo Romão, da Unesp/ Araraquara.


A França que não pede desculpas



A França que não pede desculpas
                                                                                   Pio Penna Filho
 
François Hollande, presidente francês, esteve recentemente em Argel, capital da Argélia. Poderia ser apenas mais uma visita corriqueira de um Chefe de Estado a um país amigo para estreitar os laços bilaterais, promover o comércio e ampliar o entendimento político, como fazem com grande frequência os Chefes de Estado e Ministros das Relações Exteriores. Mas no caso das relações entre a França e a Argélia, há um certo “passivo histórico” que não pode ser esquecido e que faz com que as relações bilaterais tenham contornos muito especiais.
Isso porque a França foi, por mais de um século, a metrópole que subjugou o território que hoje se chama Argélia. A dominação francesa seguiu uma espécie de roteiro tradicional das potências colonialistas europeias na África, ou seja, tomou as melhores terras das populações locais e as entregou para os franceses, superexplorou o trabalho dos autóctones e os subjugou de todas as formas possíveis, tudo em nome dos interesses franceses.
Além disso, uma peculiaridade da Argélia no conjunto das colônias francesas na África foi o fato de que o território, além de uma colônia de exploração, ter sido também uma colônia de povoamento, tendo a população francesa e seus descendentes atingido a marca de aproximadamente um milhão de habitantes.
À medida que se aproximava o tempo da descolonização, logo após a Segunda Guerra Mundial, as tensões entre os argelinos e os franceses foi se intensificando até um ponto de ruptura violenta, com o início da guerra de independência em 1954. Aliás, nesse mesmo ano os militares franceses foram expulsos da Indochina e saíram de lá determinados a não perder essa outra guerra independentista que se iniciava no norte da África.
Os argelinos, por sua vez, estavam determinados a conquistar a sua independência, custasse o que custasse. E, sem dúvida, isso custou muito caro. A guerra de descolonização da Argélia foi uma das mais violentas que se tem notícia. Os números falam por si: cerca de 300 mil argelinos pereceram, contra 30 mil franceses.
Mas a violência dessa guerra não pode ser medida “apenas” pelo elevado número de mortos. Os franceses executaram uma doutrina que colocaria qualquer defensor dos direitos humanos de olhos arregalados e cabelos arrepiados, num período em que já vigorava a famosa Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Assim, na guerra da Argélia o Exército regular da civilizada e democrática França usou e abusou da tortura como instrumento de guerra, deportações em massa, além de evitar ao máximo fazer prisioneiros, ou seja, praticou um verdadeiro extermínio que não afetava apenas os insurgentes propriamente ditos, senão a maior parte da população argelina.
A independência argelina só se concretizou porque a sua população estava engajada numa causa justa e aceitou pagar o seu elevado preço, medido em sangue e morte. Em 1962, por meio dos acordos de Evian, os franceses finalmente se retiram  e a Frente de Libertação Nacional decreta o nascimento do novo país.
A brutalidade da guerra deixou marcas profundas nas relações entre França e Argélia. É por isso que sempre há um certo desconforto quando presidentes franceses visitam o país. Hollande não precisava ter dito que não iria pedir desculpas, o que aliás em nada mudaria a História. De toda forma, não apenas a França, mas todas as antigas potências colonialistas devem, sim, desculpas aos povos que subjugaram, brutalizaram e exploraram em nome de uma descabida missão civilizatória. 


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Professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB) e Pesquisador do CNPq. E-mail: piopenna@gmail.com
 




quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Pense nisso

Ter não é ser

 Saiba mais sobre o consumismo

Artigo de Pio Penna Filho




O Brasil e os Cenários Futuros

                                                                                   Pio Penna Filho
  
     A construção de cenários é um  exercício que os internacionalistas aprendem a fazer desde a faculdade e que os historiadores praticamente abominam. De toda forma, é um exercício que tem lá o seu valor e que é, no mínimo, muito interessante. É uma forma de tentar se antecipar ao futuro, desvendando-o para uma ação preventiva.

Cenários prospectivos são elaborados a partir de tendências contemporâneas que indicam determinados rumos ou desdobramentos que podem ou não se concretizar. É quase um exercício de futurologia e, portanto, o grau de incerteza com relação ao seus resultado é muito grande.

De toda forma, é um método válido não apenas para a ação empresarial. Quando pensamos em termos de política internacional, elaborar cenários prospectivos nos ajuda a definir metas e atuar tendo em mente determinados objetivos. Por exemplo, pensar a economia e a política mundial daqui a 30 anos pode ajudar os formuladores de política externa a preparar melhor a inserção internacional do seu país.

O Conselho Nacional de Inteligência dos Estados Unidos é uma das instituições afeitas à construção de cenários prospectivos. Em um recente estudo dessa natureza, o Conselho prevê um cenário em que o Brasil permanecerá sendo o líder em desenvolvimento econômico da América Latina, à frente das economias do México e da Colômbia, que poderiam, na visão do Conselho, rivalizar ou competir com a brasileira. Para a construção desse cenário, os analistas americanos descartam, naturalmente, a possibilidade de retomada vigorosa do crescimento da economia argentina.

Outro resultado da mesma análise prevê que o crescimento chinês elevará a economia do país ao topo do ranking mundial, superando os Estados Unidos como principal potência econômica de todo o planeta. Aliás, não apenas a China continuará crescendo na Ásia. A Índia vem em logo em seguida, com o entorno regional participando e sendo beneficiado por esse ciclo de crescimento.

Isso levará a um gradativo deslocamento do centro mais dinâmico da economia para o continente asiático, aumentando também o papel desempenhado pelos países da região na política internacional. Vale registrar que esse tipo de previsão não é novo. Desde o final da década de 1980 e início dos anos 1990, analistas internacionais já indicavam essa tendência.

O que há de mais recente é a constatação de que o número de países emergentes está crescendo, indo além dos tradicionalmente reconhecidos como tal, que seriam Rússia, China, Índia e Brasil. Verifica-se agora a incorporação no grupo de emergentes da África do Sul, Turquia, Coréia do Sul, Indonésia, México, Colômbia e Nigéria.

Ademais, é interessante notar que há um movimento convergente que registra ao mesmo tempo a ascensão desses países e uma queda no crescimento, que em alguns casos chega a ser mesmo uma regressão, de economias do núcleo tradicional, que envolve basicamente países europeus e o Japão.

O fato de o Brasil constar como uma aposta do futuro não é garantia de que o país seguirá crescendo a ponto de se destacar na economia global. Todavia, as tendências atuais nos concedem evidências muito fortes que, de fato, teremos um papel diferenciado na política internacional das próximas décadas. Isso já é motivo suficiente para que comecemos a nos preparar com mais seriedade para o futuro.





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Professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB) e Pesquisador do CNPq. E-mail: piopenna@gmail.com

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O contador de histórias



História que retrata a realidade de uma criança num processo de experiência cientifica de estudos sociais, onde o principal personagem tem sua vida modificada pela educação.



A desastrosa política do menor no Brasil desde os anos 70 é posta em foco neste filme de Luiz Villaça ("Por Trás do Pano", "Cristina Quer Casar"), fixando-se na impressionante biografia de Roberto Carlos Ramos, uma rara história de um ex-menor de rua com final feliz. O filme entra em circuito nacional.

 Divulgação
Em "O Contador de Histórias", a pedagoga francesa Margherite Duvas (Maria de Medeiros) fica amiga de Roberto (Paulinho Mendes)
Nascido nos anos 1970 em Belo Horizonte, Roberto era o caçula de uma família pobre com muitos filhos. Entregue à Febem (Fundação para o Bem-Estar do Menor) pela mãe, pessoa simples e ignorante que acreditava que ele teria um futuro melhor ali dentro, ele encarou o abandono e a violência, que no seu caso incluiu espancamentos, detenção em solitária e até estupro.

Analfabeto até os 13 anos, Roberto escapou deste quase sempre invencível círculo vicioso devido à intervenção de uma pedagoga francesa, Margherite Duvas (a atriz portuguesa Maria de Medeiros, de "O Xangô de Baker Street").

Graças a ela, estudou e conseguiu tornar-se, anos depois, um contador de histórias conhecido internacionalmente. Imitando a generosidade de sua protetora, ele mesmo adotou mais de 20 meninos - alguns que, como ele, já haviam sido tachados de "irrecuperáveis".

Os três garotos que interpretam o protagonista - Marco Antônio Ribeiro, Paulinho Mendes e Cleiton Santos - dividiram o troféu de melhor ator no Festival de Paulínia 2009, onde o filme também ganhou um Prêmio Especial do Júri.

Pontuada de incidentes trágicos mas também engraçados, a biografia de Ramos sofreu diversas adaptações neste roteiro, escrito por quatro profissionais - além do diretor Villaça, também José Roberto Torero, Maurício Arruda e Mariana Verissimo.

Condensa, por exemplo, num único personagem, a pedagoga Pérola (Malu Galli, da minissérie de TV "Queridos Amigos"), a figura de diversas outras educadoras que passaram pela vida do menino, no período em que entrava e saía da Febem.

Apesar disso, "O Contador de Histórias" incorpora também um elemento documental ao inserir a narração em off do próprio protagonista e em sua aparição, na sequência final.

Um traço que alivia a narrativa é materializar as fantasias do menino - que são muitas e extremamente imaginativas - com o uso de animação e de recursos como música e figurino. Isto acontece, por exemplo, numa cena de assalto a banco em que os ladrões se vestem no estilo do grupo Jackson Five, ao som da música "Sá Marina", na voz de Wilson Simonal, recuperando também o clima dos anos 70.

Eventualmente, se pode ter a sensação em alguns momentos de que o comportamento da pedagoga é um tanto ingênuo - como na sequência em que um menor perigoso (Shady's Victor) entra em sua casa. Mas é importante lembrar que, além de estrangeira, vinda portanto de outra cultura, a história se passa há cerca de 30 anos. Por conta da inoperância das políticas para o menor no Brasil, infelizmente, a violência e criminalidade neste setor têm crescido de modo trágico.

Tal como aconteceu a Ramos, o filme começou a mudar a vida também de pelo menos um de seus atores-mirins, que nele estrearam. Paulinho Mendes, que o interpreta aos 13 anos, foi convidado a um estágio de atuação de seis meses no Grupo Galpão, de Belo Horizonte.

(Por Neusa Barbosa, do Cineweb)

Documentário: O povo brasileiro


 O povo brasileiro, de Darcy Ribeiro

O Povo Brasileiro é uma obra do antropólogo brasileiro Darcy Ribeiro, lançada em 1995, que aborda a história da formação do povo brasileiro.
O livro trata das matrizes culturais e dos mecanismos de formação étnica e cultural do povo brasileiro.
O autor estabelece 5 "brasis" distintos:
- O Brasil sertanejo;
- O Brasil crioulo;
- O Brasil caboclo;
- O Brasil caipira;
- O Brasil gaúcho e gringo.
Trate-se da obra final do autor publicada antes de sua morte. É revestida de opniões e impressões formadas pela experiência da vida do autor. O livro apresenta as formas através das quais a empresa "Brasil" moldou as zonas de habitação humana no território nacional e sua influência na miscigenação das 3 matrizes básicas formadoras do brasileiro.

Darcy Ribeiro descreve no livro que:
"[...] Todos nós, brasileiros, somos carne da carne daqueles negros e índios supliciados. Todos nós brasileiros somos, por igual, a mão possessa que os supliciou. A doçura mais terna e a crueldade mais atroz aqui se conjugaram para fazer de nós sentida e sofrida que somos e a gente insensível e brutal, que também somos. Como descendentes de escravos e de senhores de escravos seremos sempre servos da maldade destilada e instilada em nós, tanto pelo sentimento da dor intencionalmente produzida para doer mais, quanto pelo exercício da brutalidade sobre homens, sobre mulheres, sobre crianças convertidas em pasto de nossa fúria."
"A mais terrível de nossas heranças é esta de levar sempre conosco a cicatriz de torturador impressa na alma e pronta a explodir na brutalidade racista e classista." (1995, p.120)

E diz ainda:
Os brasileiros se sabem, se sentem e se comportam como uma só gente, pertencente a uma mesma etnia. Essa unidade não significa porém nenhuma uniformidade. O homem se adaptou ao meio ambiente e criou modos de vida diferentes. A urbanização contribuiu para uniformizar os brasileiros, sem eliminar suas diferenças. Fala-se em todo o país uma mesma língua, só diferenciada por sotaques regionais. Mais do que uma simples etnia, o Brasil é um povo nação, assentado num território próprio para nele viver seu destino.

 
 Sobre o documentário
O Povo Brasileiro é uma obra do antropólogo Darcy Ribeiro, lançada em 1995, que aborda a história da formação do povo brasileiro, sua origem mestiça e a singularidade do sincretismo cultural que dela resultou. Com imagens captadas em todo o Brasil, material de arquivo raro e depoimentos, a série é um programa indispensável para educadores, estudantes e todos os interessados em conhecer um pouco mais sobre o nosso país.



Capítulo 1




Capítulo 2


 

Capítulo 3
 

Capítulo 4



Capítulo 5



 Capítulo 6





Capítulo 7



Capítulo 8



Capítulo 9



Capítulo 10


  

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

O que são Ciências Sociais?





O que são Ciências Sociais?




Conheça um pouco mais sobre o curso de Ciências Sociais, a sua atuação no Mercado de Trabalho e informações sobre o curso na Universidade de Brasília.
 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Pio Penna comenta a guerra civil na Síria

         Síria: cerco fechado ao ditador

                                                                                 Pio Penna Filho*

siria poder ate quando 080912 humor politico internacional Assad ainda no poder... Até quando?      
       Está cada vez mais evidente que o regime sírio do ditador Bashar al Assad se aproxima velozmente do fim. Incapaz de negociar uma transição política quando havia clima para tanto, há pelo menos dois anos atrás, o regime também se mostrou incapaz de controlar, por meio da força, a grande insatisfação de diversos segmentos da sociedade síria com uma ditadura que já vinha de longa data.
     Com a escalada dos ataques e atentados em Damasco e seus arredores, ninguém em sã consciência aposta mais na continuação do regime. Até mesmo aliados de primeira hora, como os russos, já emitem sinais de que não há muito o que ser feito, a não ser preparar a retirada dos seus cidadãos que ainda estão no país e tentar garantir alguma influência no cenário pós-Bashar.
      Existem rumores que representantes do próprio governo Bashar estão em meio a tratativas para esse cenário, ou seja, sondagens para asilo político, desvios de fundos e bens materiais para o exterior e coisas do gênero. É difícil imaginar a possibilidade de que as pessoas mais comprometidas com o governo consigam sobreviver ao fim do regime permanecendo no próprio país.
     A guerra civil que está sendo travada na Síria é de alta intensidade e há muitos interesses envolvidos. Não se trata de um movimento unificado que tenha um projeto para o país. Portanto, o cenário pós-conflito será tumultuado, com os principais grupos tentando impor a sua visão política. Além disso, não é difícil cogitar a vontade de vingança contra aqueles que apoiaram Bahsar e, em seu nome, perpetraram atos de violência e crueldade.
      Entre os opositores há um pouco de tudo. Existem aqueles que imaginam uma Síria democrática, inspirada no modelo ocidental de maior participação política, até grupos radicais islâmicos que batalham por um estado teocrático e são considerados “terroristas” pelos Estados Unidos e seus seguidores mais fiéis, como o grupo Jabhat al Nusra, que aliás se diz vinculado à rede da Al Qaeda.
Não há como prever uma data para a queda do regime, mas é perfeitamente possível saber que esse momento está muito próximo. A evolução militar do conflito é prova cabal dessa afirmativa.
          No início da guerra civil existiam poucos focos de resistência que foram severamente reprimidos pelo regime. Mesmo a intensificação do uso da força, com a utilização de blindados e bombardeios, inclusive aéreos, não foi capaz de dobrar os resistentes. O que se viu foi justamente o efeito contrário, ou seja, a deserção de milhares de militares e o voluntariado de civis que logo se juntaram aos grupos rebeldes em atuação.
          Hoje, o cenário é favorável aos insurgentes e essa percepção é majoritária no país e fora dele. No plano externo, pouquíssimos são os aliados de Bashar. No interno, não existe nenhum sinal de novas adesões ao regime, mantendo o governo o apoio apenas dos grupos que já estavam comprometidos desde o início da guerra.
É triste constatar que milhares de vidas foram perdidas e outras tantas ainda o serão por pura intransigência de um governo ilegítimo e usurpador. Assim como em outros casos recentes, o tirano de Damasco terá um fim melancólico e merecido.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Simulado de Sociologia

 Teste seus conhecimentos neste simulado de Sociologia
 Thinkstock

QUESTÃO 41
Sobre o surgimento da sociologia, podemos afirmar que 
I- a consolidação do sistema capitalista na Europa no século XIX forneceu os elementos que serviram de base para o surgimento da sociologia como ciência particular.
II- o homem passou a ser visto, do ponto de vista sociológico, a partir de sua inserção na sociedade e nos grupos sociais que a constituem.
III- aquilo que a sociologia estuda constitui-se historicamente como o conjunto de relacionamentos que os homens estabelecem entre si na vida em sociedade.
IV- interessa para a sociologia, não indivíduos isolados, mas inter-relacionados com os diferentes grupos sociais dos quais fazem parte, como a escola, a família, as classes sociais etc..
A) II e III estão corretas.
B) Todas as afirmativas estão corretas.
C) I e IV estão corretas.
D) I, III e IV estão corretas.
E) II, III e IV estão corretas.
 




resposta: [E]

QUESTÃO 42
Sobre o positivismo, como uma das formas de pensamento social, podemos afirmar que
I- é a primeira corrente teórica do pensamento sociológico preocupada em definir o objeto, estabelecer conceitos e definir uma metodologia.
II- derivou-se da crença no poder absoluto e exclusivo da razão humana em conhecer a realidade e traduzí-la sob a forma de leis naturais.
III- foi um pensamento predominante na Alemanha, no século XIX, nascido principalmente de correntes filosóficas da Ilustração.
IV- nele, a sociedade foi concebida como um organismo constituído de partes integradas e coisas que funcionam  harmoniosamente, segundo um  modelo físico ou mecânico.
A) II, III e IV estão corretas.
B) I, II e III estão corretas.
C) I, II e IV estão corretas.
D) I e III estão corretas.
E) Todas as afirmativas estão corretas. 





resposta:[C]


QUESTÃO 43
A mecanização do processo produtivo assume hoje dimensões nunca vistas, com o desenvolvimento da robótica e, cada vez  mais, as fábricas empregam um contingente menor de operários.
Em vista disso, podemos observar as seguintes mudanças  nas relações de trabalho:
I- A concorrência desenfreada entre trabalhadores por empregos não reforça um sentimento crescente de individualismo e isolamento.
II- Com a transformação na indústria, novas relações de trabalho se organizam - trabalho individual, terceirizado e prestação de serviços - substituindo relações de emprego tradicionais.
III- A concorrência desenfreada, entre trabalhadores por emprego, entre empresas pelo controle dos mercados e entre nações pelos recursos escassos, abala antigas alianças e relações tradicionais de solidariedade.
IV- Nos países industrializados, surge o desemprego estrutural, com a diminuição constante e irreversível dos cargos nas empresas, colocando em disponibilidade uma parcela cada vez maior da população.
A) I, III e IV estão corretas.
B) I, II e III estão corretas.
C) III e IV estão corretas.
D) II, III e IV estão corretas.
E) Todas as afirmativas estão corretas.

 


resposta:[D]

QUESTÃO 44
De acordo com a distinção que Durkheim faz entre o fato social normal e o patológico, podemos afirmar que
I- as formas sociais mais gerais constituem o estado normal da vida social.
II- o fato social é patológico, quando impede o progresso social.
III- a excepcionalidade da forma social revela seu caráter patológico.
IV- o fato social é normal, quando corresponde às condições de existência da sociedade.
A) I, III e IV estão corretas.
B) II, III e IV estão corretas.
C) I, II e III estão corretas.
D) II e III estão corretas.
E) Todas as afirmativas estão corretas. 





resposta:[E]



QUESTÃO 45
A ideia de alienação, segundo Marx, refere-se
I- à identidade entre os produtores e seus produtos.
II- à separação entre o trabalhador e o produto de seu trabalho, devido à divisão social do trabalho, e à propriedade privada dos meios de produção.
III- à separação do Estado como um  poder autônomo, imparcial, acima da coletividade e que a domina.
IV- ao fato de o trabalhador não se reconhecer  no produto da sua atividade.
A) I, III e IV estão corretas.
B) I, II e III estão corretas.
C) II, III e IV estão corretas.
D) II e IV estão corretas.
E) Todas as afirmativas estão corretas.

 

resposta: [D] 

 
QUESTÃO 46
"No Estado moderno, o Governo se compõe normalmente do chefe de Estado (monarca ou presidente da república) e do conselho de ministros, dirigido pelo chefe de Governo. Nas repúblicas presidencialistas, o chefe de Estado é a figura preeminente."
(BOBBIO, Norberto. Dicionário de Política . Brasília: UNB, 1996, p. 554)
 
Tomando como referência o texto acima, quais afirmativas se referem a "Governo"?
I- O Governo é definido como órgão que manifesta o poder estatal. É um aspecto típico do Estado moderno a existência do Governo que detém  o monopólio da força.
II- Nos Estados modernos, os centros de poder que normalmente subordinam o Governo são o partido ou a coligação de partidos de Governo.
III- Os papéis do Governo constituem apenas uma parte da classe política. O Governo coincide com o poder executivo, realizando a administração pública.
IV- Os órgãos legislativo e judiciário fazem parte diretamente do Governo, impondo as regras e ordenando as relações sociais.
A) Todas as afirmativas estão corretas.
B) I e IV estão corretas.
C) III e IV estão corretas.
D) II e IV estão corretas.
E) I, II e III estão corretas. 





resposta:[E]



QUESTÃO 47
"A política foi inventada como modo pelo qual a sociedade, internamente dividida, discute, delibera e decide em comum para aprovar ou rejeitar as ações que dizem respeito a todos os seus membros."
(CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 1994, p. 370)
Tomando como referência o texto acima, de que maneira o significado de política pode ser compreendido?
I- Atividade de Governo, compreendida como administração do poder público, sob a forma de Estado, com autoridade para gerir impostos, taxas, tributos e promover a defesa nacional.
II- Profissão de alguns especialistas, pertencentes à uma organização sócio-política como o partido, que disputam os cargos do Estado.
III- Ação organizada de determinados grupos, como: política universitária, política sindical, movimento estudantil, movimento das mulheres em defesa do aborto,  movimento da reforma agrária, movimento negro e movimento  homossexual.
IV- Exercício de alguma forma de poder e as múltiplas conseqüências desse exercício. É um processo no qual interesses são transformados em objetivos e decisões efetivas.
A) I e IV estão corretas.
B) I, II e III estão corretas.
C) II e III estão corretas.
D) Todas as afirmativas estão corretas.
E) III e IV estão corretas.
 




resposta:[E]

QUESTÃO 48
"Na linguagem corrente, é comum que se usem como sinônimos as palavras "Estado", "Nação","País" etc.. É preciso que esses termos sejam distintos, para que não caiamos numa confusão irremediável."
 (RIBEIRO, João Ubaldo. Política; quem  manda, por que manda, como manda. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986, p. 49/50)
Tomando como referência o texto acima, assinale o significado da palavra  "nação".
I- Nação é um processo de criação de uma identidade comum  dos grupos étnicos, lingüísticos, religiosos e regionais.
II- Indivíduos que têm uma história, valores, hábitos e arte comuns.
III- Necessita, para sua existência, de um território fixo, delimitado e exclusivo.
IV- Não se pode distinguir do que seja Estado, porque encaixa-se completa e exclusivamente dentro de um Estado.
A) I e II estão corretas.
B) I e IV estão corretas.
C) III e IV estão corretas.
D) II, III e IV estão corretas.
E) Todas as afirmativas estão corretas.





resposta:[A]

QUESTÃO 49
Etnocentrismo pode ser definido como
I- o ponto de vista que toma como referência as maneiras de agir e pensar do próprio grupo, considerando-os melhores e mais corretos.
II- o princípio da relatividade cultural na interpretação das sociedades.
III- a visão que parte da diversidade étnico-cultural  na análise dos fenômenos da cultura.
IV- o ponto de vista que considera a própria cultura como modelo para todas as demais.
A) I, II e IV estão corretas.
B) I, II e III estão corretas.
C) II, III e IV estão corretas.
D) I e IV estão corretas.
E) Todas as afirmativas estão corretas.
 





resposta:[D]

 
QUESTÃO 50
""Viver é plural", disse um dos nossos maiores escritores, o mineiro João Guimarães Rosa. A vida brasileira também é plural. Qual a cara do Brasil? Não existe uma só. Nosso país é múltiplo, vário, diferenciado."
(ALENCAR, Chico. "Nem  melhores nem piores: apenas brasileiros." In: Identidade nacional em debate. Márcia Kupsta (org.). São Paulo: Moderna, 1997, p. 53)
Considerando o texto acima, pode-se afirmar que
I- o Brasil é um país preconceituoso do ponto de vista racial.
II- a identidade brasileira se constitui pela diversidade étnico cultural.
III- a diversidade étnico-cultural no Brasil se expressa na diferença de costumes, crenças, na mistura de raças etc..
IV- o brasileiro e o Brasil não dão certo por causa da mistura de raças.
 
A) II, III e IV estão corretas.
B) I, II e III estão corretas.
C) II e III estão corretas.
D) I e II estão corretas.
E) Todas as afirmativas estão corretas.




resposta:[C]

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Confira a correção do vestibular 2013 da UEM

 


Questão  01
Até adquirir seu significado atual, a palavra trabalho já esteve, ao longo da história, associada à ideia de atividade penosa e torturante.  A respeito das atividades que conduzem a produção da vida material ao longo da história, assinale a(s) alternativa(s) correta(s).
01) Nos engenhos de açúcar do nordeste do Brasil, os escravos africanos e os servos sob contrato foram os únicos trabalhadores utilizados.
02) Embora o trabalho vinculado à terra fosse predominante nas sociedades medievais, havia também outras atividades, como o artesanato urbano e o comércio.
04) Entre os índios que viviam no litoral do atual Estado do Paraná, à época da chegada dos portugueses à América, predominava uma forma de trabalho semelhante à servidão da Europa Medieval. 
08) O trabalho assalariado é, desde a antiguidade, a forma de trabalho que predomina nas mais diferentes regiões do mundo.
16) Nas sociedades grega e romana, o trabalhador escravo era a principal mão de obra utilizada para suprir as necessidades da população.
 


resposta:18 (corretas 02 e 16)



Questão 02
“As ideias de ordem que ela [indústria cultural] inculca são sempre as do  status quo. Elas são aceitas sem objeção, sem análise, renunciando à dialética, mesmo quando não pertencem substancialmente a nenhum daqueles que estão sob sua influência. O imperativo categórico da indústria cultural, diversamente do de Kant, nada tem em comum com a liberdade.” 

(ADORNO, T. W. A indústria cultural. In: COSTA, C.  Sociologia – Introdução à ciência da sociedade. 4ª. ed. São Paulo: Moderna, 2010, p. 349)
 
Sobre a indústria cultural e o excerto citado, assinale o
que for correto.
01) O resultado da indústria cultural é emancipador, pois coloca em evidência, por meio da razão esclarecida, as estruturas de dominação e alienação da sociedade.
02) A indústria cultural reflete a manipulação da imagem proveniente da técnica. Ao identificar ser e aparência,
o recurso à imagem revolucionou a cultura no fim do século XX.
04) Ao reagir contra o domínio dos meios de comunicação de massa, Adorno põe em questão o mecanismo de produção e divulgação da informação, que é responsável, em larga medida, pela manipulação do campo simbólico.
08) São decorrentes da indústria cultural a padronização do gosto popular, a estratificação de culturas dominantes sobre culturas não dominantes e a produção de uma sociedade de consumo. 
16) O alvo das críticas de Adorno à indústria cultural é a
sociedade unidimensional, em que a imaginação, os desejos e os projetos subjetivos não são críticos, mas unívocos.





resposta: 30 (corretas: 02,04,08,16)

 
Questão  03
Entre o final da Idade Média e o início da Época Moderna, emergiram na Europa os Estados Nacionais, caracterizados pela centralização política e pelo fortalecimento do poder pessoal dos reis. A esse respeito, assinale a(s) alternativa(s) correta(s).
01) De acordo com Nicolau Maquiavel, os primeiros Estados Nacionais modernos surgiram na Itália e na Alemanha já no século XV.
02) Na França, o poder absoluto foi respaldado pela teoria do direito divino dos reis.
04) Com a secularização do pensamento político, as teorias contratualistas procuraram dar fundamentos racionais ao poder do soberano, buscando legitimá-lo sem recorrer à intervenção divina ou a fundamentos religiosos.
08) Com o surgimento dos Estados Nacionais, pensadores como Galileo Galilei e Giordano Bruno desenvolveram, no século XVI, a teoria de que o poder dos reis emana do povo que os elege.
16) John Locke, filósofo inglês do século XVII, foi um crítico do poder absoluto dos reis, e suas ideias políticas fundamentaram as revoluções liberais ocorridas na Europa e nas Américas, a partir do final do século XVIII.
 



resposta: 22 (corretas: 02,04,16)
Questão  04 
Assinale o que for correto.
01) Como há uma separação clara entre o que é verdadeiro, portanto campo do juízo científico, e do que é belo, campo do juízo estético, poucos filósofos se dedicaram à investigação do juízo do gosto.
02) Walter Benjamin ponderava, em uma visão otimista da sociedade industrial, que a reprodução técnica da obra de arte – em livros, nas artes gráficas, na fotografia, no rádio e no cinema – propiciaria um movimento de democratização da cultura e das artes.
04) Kant, ao investigar os problemas da subjetividade do juízo do gosto, considerava a beleza como uma categoria universal da razão e, a partir da discussão sobre a beleza, propunha ser possível atingir um juízo estético possível de ser compartilhado por todos. 
08) Os iluministas consideravam que era na contemplação desinteressada da obra que se dava o sentimento estético, porém tal contemplação dependia do refinamento da sensibilidade, que deveria ser alcançado pela educação.
16) A arte midiática, que atinge um número muito maior de indivíduos, proporciona uma maior concordância de opiniões no que se refere ao juízo do gosto. Tal fato prova que a arte de massa é mais verdadeira do que as manifestações individualizadas, que propiciam juízos de valor muito mais particulares.
 



 resposta: 14 (corretas: 02,04,08)

Questão 05
Assinale o que for  correto sobre a temática dos movimentos sociais.
01) Os movimentos sociais são ações coletivas que visam ao confronto político, objetivando mudar ou manter uma situação.
02) Os camponeses, os negros, os jovens e as mulheres estão entre os vários grupos de sujeitos históricos que realizam movimentos de resistência.
04) O movimento zapatista não pode ser classificado como um movimento social, pois suas ações são pontuais, restritas à luta contra um acordo de livre comércio da América do Norte. 
08) A organização dos movimentos sociais pode ser local, regional, nacional ou internacional e está relacionada à luta por acesso aos direitos civis, políticos e sociais. 
16) A estruturação dos movimentos sociais pode criar uma identidade coletiva para os seus agentes. 




 resposta: 27 (corretas: 01,02,08,16)

Questão  06
Na primeira metade do século XIX, nasce um novo conjunto de formulações teóricas, conhecido como socialismo, tendo o pensador alemão Karl Marx como um de seus principais teóricos. Afirma ele: “O resultado geral a que cheguei e que, uma vez obtido, serviu de fio condutor aos meus estudos pode resumir-se assim: na produção social da sua vida, os homens contraem determinadas relações necessárias e independentes da sua vontade, relações de produção que correspondem a uma determinada fase de desenvolvimento das suas forças produtivas materiais. O conjunto dessas relações de produção forma a estrutura econômica da sociedade, a base real sobre a qual se levanta a superestrutura jurídica e política e à qual correspondem determinadas formas de consciência social” 
(MARX, K.; ENGELS, F. Textos, v. III. São Paulo: Edições Sociais, 1978, p. 301-2. In: MELLO, L. I; COSTA, L. C. A.  História Moderna e Contemporânea. São Paulo: Scipione, 1993, p. 168-169).
Baseando-se no trecho citado, assinale a(s) alternativa(s) correta(s).
01) As liberdades individuais são anuladas por determinações impostas pelas relações de produção. 
02) Segundo o texto, os ordenamentos jurídicos e políticos de uma sociedade são constituídos a partir de sua estrutura econômica.
04) A produção social da vida é resultado das relações de produção material às quais o homem está submetido.
08) A consciência do indivíduo é determinada pelas relações de produção.
16) As sociedades têm como seu fundamento primeiro as determinações geradas pelas relações de produção. 
 


 resposta: 22 (corretas: 02,04,16)


Questão 07
Sobre as artes e a cultura na Antiguidade Clássica, assinale a(s) alternativa(s) correta(s).
01) A historiografia atribui o nome de Helenística à cultura iniciada sob o poder de Alexandre e seguida até o domínio da Grécia pelos romanos.
02) Uma das principais expressões da arte Helenística é o Cavalo de Troia, grande escultura em madeira com que os gregos presentearam os troianos. 
04) A Arte Romana assimilou da Arte Grego-helenística a busca por expressar um ideal de beleza e da Arte Etrusca, mais popular, a preocupação de expressar a realidade vivida.
08) Uma das características da arquitetura romana é a utilização de arcos e abóbadas nas construções. Esses dois elementos arquitetônicos permitiram aos romanos criar espaços internos livres do excesso de colunas.
16) Tanto gregos como romanos esculpiam figuras humanas. No entanto enquanto as esculturas romanas eram, em geral, uma representação das pessoas, os gregos faziam esculturas  que procuravam expressar um ideal de beleza humana.
 





 resposta: 29 (corretas: 01,04,08,16)

Questão 08
Considerando a cartografia e sua importância como recurso para os estudos históricos e geográficos, assinale a(s) alternativa(s) correta(s).
01) Trata-se de uma prática muito antiga, pois, desde os primórdios da civilização, os grupos humanos registram percursos, delimitam territórios, assinalam vias de circulação e marcam sua passagem pelos lugares.
02) Os ingleses e os egípcios são considerados os pais da cartografia, sendo seus inventores. A cartografia contribuiu para a orientação dos navegadores ingleses nas viagens de descobrimento realizadas no século XII.
04) Por meio da cartografia,  os povos antigos deixaram gravadas – em pedras, madeira, papiros ou argila – suas impressões sobre os espaços em que viviam e sobre as relações sociais de sua comunidade.
08) A Bíblia Cristã foi o primeiro documento escrito sobre pergaminhos com o uso dos recursos cartográficos. O original da Bíblia, escrito em aramáico, foi descoberto no século XI, no Egito, e se encontra exposto no Museu do Vaticano.
16) Para chegar aos atuais sistemas informatizados e baseados em sensores remotos orbitais de alta precisão, a cartografia passou pelos avanços da Grécia antiga, pelas conquistas dos povos árabes e chineses, além daquelas referentes ao período do Renascimento europeu e das grandes navegações marítimas. 




 resposta: 21 (corretas: 01,04,16)

Questão  09
Assinale a(s) alternativa(s)  correta(s) sobre o processo histórico de apropriação e uso da terra no Brasil.
01) Durante o período colonial, as terras pertenciam à Coroa, que as doava ou cedia o direito de uso delas, visando à ocupação do território e à exploração agrícola.
02) No início da colonização portuguesa, predominava o cultivo de produtos agrícolas tropicais em grandes propriedades monocultoras, com a utilização do trabalho escravo.
04) No período entre a extinção do sistema de Sesmarias até o estabelecimento da lei de Terras, em 1850, o Estado imperial brasileiro não dispunha de instrumentos legais efetivos de controle de acesso à terra.
08) A Lei de Terras de 1850 estabeleceu que os governos estaduais desenvolvessem projetos de colonização, com o objetivo de atrair imigrantes estrangeiros e estabelecer a pequena propriedade como novo modelo fundiário do País.
16) Com a chegada da Família Real ao Rio de Janeiro, em 1808, D. João VI estabeleceu que todas as terras que não cumpriam função social fossem desapropriadas e transformadas em áreas de preservação ambiental.
 


resposta: 07 (corretas: 01,02,04)

Questão  10 
A década de 1980 é considerada como uma “década perdida” para a economia brasileira. A respeito da economia brasileira naquela década, assinale a(s) alternativa(s) correta(s).
01) Naquele período, grandes incentivos às inovações tecnológicas não foram suficientes para suprir a demanda de consumo da sociedade brasileira.
02) A “década perdida” ficou marcada por ser um período de hiperinflação e pela moratória da dívida externa brasileira.
04) Naquela década, o governo brasileiro nacionalizou as principais indústrias estrangeiras instaladas em nosso território.
08) Ao final daquela década, e principalmente a partir de 1990, houve uma desconcentração da indústria e um crescimento econômico mais regionalizado.
16) O termo “década perdida” faz uma referência direta a uma ampla abertura da economia brasileira aos produtos de outros países, ocorrida naquele período.
 


resposta: 10 (corretas: 02,08)



Questão 11
A colonização da América  pelos europeus, na época moderna, assumiu distintas configurações. A esse respeito, assinale a(s) alternativa(s) correta(s).
01) Em países como Estados Unidos, Austrália e Angola, a colonização foi caracterizada pelo desenvolvimento de lavouras modernas, com a utilização intensa de tecnologia.
02) Em algumas regiões da colonização inglesa da América do Norte, predominaram a grande propriedade agrícola e o trabalho escravo; em outras, prevaleceram a pequena propriedade e o trabalho familiar com uma produção diversificada.
04) Em regiões onde as condições ambientais impossibilitavam as atividades agrícolas, foram desenvolvidas atividades manufatureiras, como, por exemplo, nas Antilhas.
08) Na colonização francesa do Canadá, foi adotado o sistema de Capitanias hereditárias. Inspirada no modelo português, a França concedia grandes propriedades à Alta Nobreza.
16) Na colonização do litoral nordestino brasileiro, predominou a produção mercantil voltada –principalmente, mas não exclusivamente – para o mercado externo.
 


resposta: 18 (corretas: 02,16)



Questão 12
Assinale a(s) alternativa(s)  correta(s) sobre o mapa geopolítico mundial que emergiu após a Segunda Guerra Mundial.
01) A divisão da Coreia em dois territórios – Sul (capitalista) e Norte (comunista) – é parte de um acordo político firmado entre Japão e China, realizado após a Segunda Guerra Mundial.
02) A queda do Muro de Berlim, em 1989, foi um marco da reunificação do território da Alemanha, que havia sido dividida em dois Estados independentes.
04) Com o término da Segunda Guerra Mundial, ocorreu de imediato, ao longo do final da década de 1940, o fim do domínio dos países europeus sobre as colônias africanas.
08) A morte de milhões de judeus, durante a Segunda Guerra Mundial, sensibilizou a opinião pública mundial e contribuiu para que a Organização das Nações Unidas aprovasse um plano de partilha da Palestina, prevendo a criação de um Estado Judaico e um Estado Árabe da Palestina.
16) Após a Segunda Guerra Mundial, ocorreu uma difusão do socialismo em países como a Bulgária, a Polônia e a Romênia, que ficaram sob a influência da União Soviética.  





resposta: 26 (corretas: 02,08,16)