segunda-feira, 28 de maio de 2012

Confira o filme o Grande Ditador


 O Grande Ditador (1940)



Sir Charles Spencer Chaplin, KBE, mais conhecido como Charlie Chaplin (Londres, 16 de abril de 1889 — Corsier-sur-Vevey, 25 de dezembro de 1977), foi um ator, diretor, produtor, humorista, empresário, escritor, comediante, dançarino, roteirista e músico britânico. Chaplin foi um dos atores mais famosos da era do cinema mudo, notabilizado pelo uso de mímica e da comédia pastelão. É bastante conhecido pelos seus filmes O Imigrante, O Garoto, Em Busca do Ouro (este considerado por ele seu melhor filme), O Circo, Luzes da Cidade, Tempos Modernos, O Grande Ditador, Luzes da Ribalta, Um Rei em Nova Iorque e A Condessa de Hong Kong.#
 
Em seu primeiro filme falado, Chaplin interpreta dois papéis opostos -- o de um barbeiro judeu, enfrentando tropas de choque e perseguição religiosa, e o do Grande Ditador Hynkel, uma brilhante sátira a Adolph Hitler. O clímax clássico desta fita é o célebre discurso final, um libelo sobre o triunfo da razão sobre o militarismo. Este filme é de domínio público.

domingo, 27 de maio de 2012

Fórum Brasil-África

Fórum Brasil-África 
 
Está sendo realizado em Fortaleza o Fórum Brasil-África, que conta com a participação de acadêmicos, diplomatas, empresários e representantes de ministérios e órgãos públicos do Brasil e de diversos países africanos. A ideia dos organizadores é promover o debate sobre a aproximação do Brasil com a África e da África com o Brasil. As relações do Brasil com o continente africano passaram por um grande avanço, em diversos campos, durante os dois governos do presidente Lula. Em termos de comércio, o intercâmbio cresceu vigorosamente. Em 2002, o valor total do comércio bilateral era de aproximadamente 5 bilhões de dólares; já em 2008 esse montante se aproximava dos 30 bilhões de dólares. A rede diplomática brasileira na África também cresceu. Passamos a ter 37 embaixadas e dois consulados gerais (um na Nigéria e outro na África do Sul). O número de representações no continente superou até mesmo o ponto máximo verificado no auge da política africana brasileira dos regimes militares, que não chegou a ultrapassar 35 representações. Outra área muita desenvolvida durante os últimos dez anos foi a da cooperação. O Brasil, que já prestava cooperação com a África desde a década de 1970, diversificou os programas e os países recipiendários. Agora, o grande problema do Brasil é administrar melhor os diversos programas direcionados aos africanos. O setor que apresenta mais novidades é o de investimentos. Algumas empresas brasileiras em processo de internacionalização descobriram o potencial africano e estão investindo pesado em alguns países do continente. Nesse caso, não se trata apenas de investimentos públicos, mas também e principalmente da presença da iniciativa privada. Assim, grandes, médias e pequenas empresas estão aumentando os seus investimentos na África. Entre as grandes empresas brasileiras presentes nos mercados africanos podemos citar: Vale, Petrobrás, Banco do Brasil, Votorantim, Odebrecht, Stefanini IT Solutions, Camargo Correa, Marfrig, Randon e Macopolo. Dentre as médias e menores se destacam as franquias O Boticário, Escolas Fisk e Via Uno. Note-se que essa lista não é completa, apenas ilustra e exemplifica a diversidade de empresas que já estão atuando na África. Há muitas possibilidades para os investidores brasileiros no mercado africano. O continente tem sido visto como uma nova fronteira para investimentos, sobretudo pela retomada do crescimento econômico, uma vez que pelo menos há uma década os países africanos, no geral, vem mantendo taxas de crescimento bem superiores às dos países latino-americanos. Isso se revela, por exemplo, no crescimento da classe média africana. Pesquisa realizada pelo Banco de Desenvolvimento Africano revelou que aproximadamente um terço da população africana está na classe média, um salto extraordinário se comparado com o seu diminuto tamanha no início dos anos 1990. (Os dados são os seguintes: em 1990, 151 milhões de pessoas compunham a classe média. Em 2000, esse número havia aumentado para 196 milhões. Já em 2011, eram 313 milhões!). Enfim, existem muitas possibilidades para o Brasil na África. Não se trata apenas de comércio e investimentos. Temos um grande diferencial com relação a praticamente todos os outros países quando o assunto é África, afinal de contas, a África, de alguma forma, corre em nosso sangue e faz parte da nossa realidade desde o início.

Por Pio Penna Filho

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Pio Penna faz um comentário sobre a retirada do Afeganistão


A Retirada do Afeganistão

Pio Penna Filho

Os países membros da OTAN, tendo à frente os Estados Unidos, decidiram definir um cronograma para a retirada das tropas da Organização do Afeganistão. Por enquanto, está decidido que até o final de 2014 a maior parte do efetivo será retirada e o governo afegão assumirá o controle pleno dos assuntos militares referentes ao país. Pelo menos em tese será assim.
A anunciada retirada das tropas ocidentais do Afeganistão não decorre de um apelo do governo afegão ou do reconhecimento de que a situação política do país está estabilizada e sob controle, ou seja, condizente com os interesses ocidentais (leia-se, dos Estados Unidos e dos seus aliados europeus).
Na verdade, a violência no Afeganistão segue elevada e o controle por parte do governo/tropas de intervenção ainda é por demais precário. O governo só consegue governar uma parte do território do país e as atividades militares dos talibãs permanece. Segundo a ONU, em 2011 foram mais de três mil mortos em decorrência dos embates entre OTAN/Governo e talibãs.
O cerne da questão é que a ocupação do país, que já dura mais de dez anos, está pesando, em termos econômicos e políticos, para os Estados Unidos e os seus aliados. Inicialmente, o principal objetivo era retirar os talibãs do poder e, se possível, esmagar o movimento. A derrubada do governo talibã foi relativamente fácil de ser alcançada, mas a eliminação do grupo e a conversão do Afeganistão a um país condizente com os interesses “ocidentais” mostrou-se impraticável.
Os Estados Unidos são, de longe, os maiores interessados na questão afegã, afinal de contas a intervenção e ocupação do país faz parte da denominada “guerra ao terror”. Dos cerca de 130 mil efetivos militares da OTAN no país, 90 mil são tropas norte-americanas. O presidente Obama herdou essa guerra da administração Bush e não teve interesse ou condições de encerrá-la.
Na Europa, principalmente como consequência da crise econômica de 2008/2009 e as mudanças de governos decorrentes da insatisfação popular com os partidos governantes, importantes países começaram a rever sua posição na intervenção do Afeganistão. O caso mais recente é o da França, que anunciou a decisão de retirar, senão todas as suas tropas, pelo menos a maior parte delas até o final deste ano.
Começar uma guerra é relativamente fácil. Difícil é encerrá-la, principalmente quando o inimigo é difícil de ser destruído e se mostra decidido a não se render. Aliás, é justamente isto o que está acontecendo hoje no Afeganistão. Os Estados Unidos não sabem como encerrar essa guerra, uma vez que os talibãs permanecem sendo uma força política e militar considerável e não estão dispostos a abrir mão de suas convicções políticas e religiosas.
 

Uma questão que só o futuro dirá é até que ponto o governo do Afeganistão, moldado e bancado a partir dos interesses “ocidentais”, terá condições de manter o controle da parte do país que diz governar após a retirada das tropas e do aparato militar da OTAN. Uma coisa, no entanto, é certa: para um país como o Afeganistão, fazer uma previsão para 2014 é uma aposta recheada de incertezas.


* Professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB) e Pesquisador do CNPq. E-mail: piopenna@gmail.com

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Conheça as principais características do Marxismo


Saiba mais sobre o Marxismo


 
Confira um resumo sobre o marxismo como sociologia.

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Confira a correção do SIMULA ENEM do Segundo Bimestre


SIMULA ENEM DE SOCIOLOGIA
COLÉGIO NOTRE DAME DE LOURDES (CNDL)
 PROF. EDENILSON
 
PRIMEIRA SÉRIE

1. (Unicentro 2012)  A vida política não acontece apenas dentro do esquema ortodoxo dos partidos políticos, da votação e da representação em organismos legislativos e governamentais. O que geralmente ocorre é que alguns grupos percebem que esse esquema impossibilita a concretização de seus objetivos ou ideais, ou mesmo os bloqueia efetivamente. [...] Às vezes, a mudança política e social só pode ser realizada recorrendo-se a formas não ortodoxas de ação política.

GIDDENS, A. Sociologia. 4. ed. Tradução Sandra Regina Netz. Porto Alegre : Artmed, 2008.

Há um tipo comum de atividade política não ortodoxa, que busca promover um interesse comum ou assegurar uma meta comum através de ações fora das esferas institucionais, que se chama de
a) interação social.   
b) mobilidade lateral.   
c) movimento social.   
d) princípio preventivo.   
e) movimento de acomodação urbana.   
  
2. (Enem 2011)  Na década de 1990, os movimentos sociais camponeses e as ONGs tiveram destaque, ao lado de outros sujeitos coletivos. Na sociedade brasileira, a ação dos movimentos sociais vem construindo lentamente um conjunto de práticas democráticas no interior das escolas, das comunidades, dos grupos organizados e na interface da sociedade civil com o Estado. O diálogo, o confronto e o conflito têm  sido os motores no processo de construção democrática.

SOUZA, M. A. Movimentos sociais no Brasil contemporâneo: participação e possibilidades das
práticas democráticas. Disponível em: http://www.ces.uc.pt. Acesso em: 30 abr. 2010 (adaptado).

Segundo o texto, os movimentos sociais contribuem para o processo de construção democrática, porque
a) determinam o papel do Estado nas transformações socioeconômicas.   
b) aumentam o clima de tensão social na sociedade civil.   
c) pressionam o Estado para o atendimento das demandas da sociedade.   
d) privilegiam determinadas parcelas da sociedade em detrimento das demais.   
e) propiciam a adoção de valores éticos pelos órgãos do Estado.   

Gabarito: 

Resposta da questão 1: [C]

Boa questão. As lutas políticas nas sociedades democráticas contemporâneas têm-se feito não somente nas esferas institucionais, mediante a burocracia e os poderes instituídos, mas também através da mobilização e atuação popular. Tais atividades populares são chamadas de movimentos sociais e buscam defender demandas legítimas de grupos minoritários na sociedade. É na força do coletivo que os movimentos sociais são capazes de aparecer e defender os seus interesses.  

Resposta da questão 2: [C]

As ONGS – Organizações Não Governamentais – também conhecidas como Terceiro Setor agrupam agentes sociais que não são integralmente representados pelas instituições governamentais.  




SEGUNDA SÉRIE

1. (G1) Um dos conceitos mais importantes da obra de Karl Marx é o de ideologia. Em relação a ele, é correto afirmar que:
a) a ideologia seria a representação fiel da realidade, por estar intimamente vinculada às condições sociais de produção;
b) a divisão entre o trabalho manual e intelectual levou ao fim da ideologia;
c) a ideologia, quando promovida pelos intelectuais, seria algo abstrato, pois se partia das ideias e não da prática, da vida real;
d) a ideologia era um elemento que possibilitaria o fim da luta de classes e o surgimento do socialismo;
e) o processo histórico seria determinado pela ideologia, que teria por base a formação econômica, política e social das sociedades humanas;

resposta da questão 1:[C]

2. (UEL – 2007) “O homem político poderia ser ele mesmo. Autenticamente. Ele prefere parecer. Ainda que lhe seja preciso simular ou dissimular. Compondo um personagem que atraia atenção e impressione a imaginação. Interpretando um papel que é por vezes um papel composto. De modo que, recorrendo a um vocabulário colhido no teatro, fala-se em ‘vedetes’, outrora em ‘tenores’, sempre em ‘representação política’”.
Fonte: SCHWARTZENBERG, R. O Estado Espetáculo. Tradução de Heloysa de Lima Dantas, Rio de Janeiro-São Paulo: Difel, 1978, p. 7.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre os temas Indústria Cultural e Política, é correto afirmar:
a) Na atualidade, a arte de dissimular dos políticos está cada vez menos evidente e, com base nela, os eleitores escolhem seus candidatos.
b) Através da imagem construída pelo candidato se pode distinguir claramente sua ideologia.
c) Na era das comunicações, o indivíduo torna-se cada vez mais informado, portanto, mais imune à propaganda, inclusive à propaganda política.
d) No Brasil, a indústria cultural torna manifestações como o teatro, a literatura, a música popular e as artes plásticas, livres de qualquer traço de mediocridade por ter conotação ideológica.
e) A indústria cultural repousa sobre a produção de desejos, imagens, valores e expectativas, por isso somos cada vez mais suscetíveis à propaganda política.

resposta da questão 2:[E]


O estudante é levado a refletir sobre como se comportam os políticos para relacionar a propaganda política com manipulação exercida pela indústria cultural. Nesse sentido, somente a alternativa [E] é correta.






3. (UEL) “Tudo indica que o termo ‘indústria cultural’ foi empregado pela primeira vez no livro Dialética do esclarecimento, que Horkheimer [1895-1973] e eu [Adorno, 1903-1969] publicamos em 1947, em Amsterdã. (...) Em todos os seus ramos fazem se, mais ou menos segundo um plano, produtos adaptados ao consumo das massas e que em grande medida determinam esse consumo”.
(ADORNO, Theodor W. A indústria cultural. In: COHN, Gabriel (Org.). Theodor W. Adorno. São Paulo: Ática, 1986. p. 92.)

Com base no texto acima e na concepção de indústria cultural expressa por Adorno e Horkheimer, é correto afirmar:
a) Os produtos da indústria cultural caracterizam-se por ser a expressão espontânea das massas.
b) Os produtos da indústria cultural afastam o indivíduo da rotina do trabalho alienante realizado em seu cotidiano.
c) A quantidade, a diversidade e a facilidade de acesso aos produtos da indústria cultural contribuem para a formação de indivíduos críticos, capazes de julgar com autonomia.
d) A indústria cultural visa à promoção das mais diferentes manifestações culturais, preservando as características originais de cada uma delas.
e) A indústria cultural banaliza a arte ao transformar as obras artísticas em produtos voltados para o consumo das massas.


resposta da questão 3:[E]

4. (UEM 2008 - adaptada) Leia o texto a seguir:
“A imprensa, o rádio, a televisão, o cinema são indústrias ultra-ligeiras. Ligeiras pelo aparelhamento produtor, são ultra-ligeiras pela mercadoria produzida: esta fica gravada sobre a folha do jornal, sobre a película cinematográfica, voa sobre as ondas e, no momento do consumo, torna-se impalpável, uma vez que esse consumo é psíquico. Entretanto, essa indústria ultraligeira está organizada segundo o modelo da indústria de maior concentração técnica e econômica. No quadro privado, alguns grandes grupos de imprensa, algumas grandes cadeias de rádio e televisão, algumas sociedades cinematográficas concentram em seu poder o aparelhamento (rotativas, estúdios) e dominam as comunicações de massa. No quadro público, é o Estado que assegura a concentração.”
(MORIN, Edgard. “A indústria cultural” In: FORACCHI, Marialice Mencarini & MARTINS, José de Souza (org.). Sociologia e Sociedade: leituras de introdução à sociologia. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1977, p.300).
Tendo como referência o texto e seus conhecimentos sobre a temática da “indústria cultural”, assinale a alternativa INCORRETA.

a) A indústria cultural consegue conjugar organização burocrática, que visa à produção padronizada e em larga escala de seus produtos, com individualização e novidade desejadas pelos consumidores.
b) A produção cultural de massa procura transformar a cultura em mercadoria, nivelando os valores e os padrões estéticos de boa parte dos consumidores.
c) Na indústria cultural, há um desequilíbrio entre interesses econômicos, domínio da técnica, organização burocrática e exercício da criatividade.
d) A indústria cultural, diferentemente de outros ramos da produção industrial, não visa ao lucro. Seus produtos são comercializados a preço de custo e seu consumidor não é tratado como “cliente” e sim como fã ou colecionador.
e) O ritmo ligeiro da indústria cultural tem como resultado a produção em série, de baixo custo e possível de ser acessada por boa parte da população.


Resposta da questão 4:[D]


5. (Uel 2009) Observe a charge a seguir.

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De acordo com a charge:
a) Populações menos desenvolvidas intelectual e culturalmente são mais felizes quando dominadas por aqueles com maior poderio militar.
b) Indivíduos de países socialmente atrasados temem a ingerência estrangeira em seus territórios por não compreenderem o seu caráter civilizador e humanitário.
c) Os novos mecanismos de dominação de um país sobre o outro combinam violência com consentimento, pelo uso, também, de diversos instrumentos ideológicos.
d) As intervenções militares representam o melhor caminho para a garantia da liberdade de pensamento e o princípio de autodeterminação dos povos.
e) É inviável, no mundo moderno, a implantação de regimes democráticos sem o uso da força bruta, praticada, em geral, com moderação, por parte da nação que se apossa de determinado território.


Resposta da questão 5:[C]
A charge faz referência à forma de dominação tradicional, por meio da força militar. Entretanto, ao invés de haver a presença de soldados, o que existe são caricaturas de personagens da Disney, que utilizam como armamento latas de coca-cola, televisores conectados à CNN, além de materiais da Texaco, Shell, IBM e bandeiras do McDonald’s e da Microsoft. Assim, o que a charge transmite é a ideia de um novo tipo de dominação, marcado pela presença de marcas, de produtos culturais e tecnológicos. Em suma: dominação pela presença de produtos ideológicos. Sendo assim, somente a alternativa [C] é correta.

(UNESP) Leia o texto para responder às questões de números 6 a 8.
"Na medida em que nesse processo a indústria cultural inegavelmente especula sobre o estado de consciência e inconsciência de milhões de pessoas às quais ela se dirige, as massas não são, então, o fator primeiro, mas um elemento secundário, um elemento de cálculo; acessório da maquinaria. O consumidor não é rei, como a indústria cultural gostaria de fazer crer, ele não é o sujeito dessa indústria, mas seu objeto. O termo mass media, que se introduziu para designar a indústria cultural, desvia, desde logo, a ênfase para aquilo que é inofensivo. Não se trata nem das massas em primeiro lugar, nem das técnicas de comunicação como tais, mas do espírito que lhes é insuflado, a saber, a voz de seu senhor. A indústria cultural abusa da consideração com relação às massas para reiterar, firmar e reforçar a mentalidade destas, que ela toma como dada a priori e imutável. É excluído tudo pelo que essa atitude poderia ser transformada. As massas não são a medida mas a ideologia da indústria cultural, ainda que esta última não possa existir sem a elas se adaptar."
Heteronomia: contrário de autonomia
(Theodor W. Adorno. A indústria cultural. In: Cohn, Gabriel (org.).Theodor W. Adorno. São Paulo, Ática, 1996)
6. De acordo com o filósofo alemão Adorno, pode-se afirmar que
a) há notável descontinuidade e heterogeneidade entre tempo de trabalho e tempo livre.
b) não é verdade que os meios de massa sejam estilística e culturalmente conservadores.
c) os meios de comunicação de massa apresentam indiscutível potencial revolucionário.
d) ao adaptar-se aos desejos das massas, a indústria cultural apresenta inegável potencial democrático.
e) a indústria cultural é moldada pela racionalidade instrumental.


resposta da questão 6: [E]

7. Adorno pertenceu ao seguinte movimento filosófico:
a) existencialismo.
b) teoria crítica.
c) epicurismo.
d) estruturalismo.
e) empirismo.

resposta da questão 7 :[B]

8. De acordo com Adorno,
a) o termo mass media é adequado para designar o fenômeno da indústria cultural.
b) a indústria cultural apresenta indiscutível potencial emancipador.
c) a indústria cultural não é ideológica.
d) o consumidor cultural existe em estado de heteronomia.
e) o consumidor cultural existe em estado de autonomia.

resposta da questão 8:[D]

9. (CNDL) Qual é a influência de meios de comunicação de massa, como a TV, sobre uma sociedade? Como as pessoas são mobilizadas a acompanharem um noticiário como se estivessem assistindo a uma telenovela, como ocorreu no recente caso da morte da menina Isabella Nardoni?
Os primeiros filósofos que detectaram a dissolução das fronteiras entre informação, consumo, entretenimento e política, ocasionada pela mídia, bem como seus efeitos nocivos na formação crítica de uma sociedade, foram os pensadores da Escola de Frankfurt.
A chamada Escola de Frankfurt marcou a Filosofia da primeira metade do século XX, tendo como temática chave a(o):


a) desestruturação das ideias herdadas do materialismo histórico.
b) crítica da indústria cultural e do capitalismo.
c) reestruturação do socialismo francês do século XIX.
d) dilema entre a ética e as políticas públicas liberais.
e) crítica da razão em moldes pós-estruturalistas.


resposta da questão 9:[B]

10. (UENP 2009) Leia atentamente o poema, intitulado Eu, etiqueta, de autoria de Carlos Drummond de Andrade:


Meu blusão traz lembrete de bebida
que jamais pus na boca, nesta vida.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
minha gravata e cinto e escova e pente,
meu copo, minha xícara,
minha toalha de banho e sabonete,
meu isso, meu aquilo,
desde a cabeça ao bico dos sapatos,
são mensagens,
letras falantes,
gritos visuais,
ordens de uso, abuso, reincidência,
costume, hábito, premência,
indispensabilidade,
e fazem de mim homem-anúncio itinerante,
escravo da matéria anunciada.
Não sou – vê lá – anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
para anunciar, para vender
em bares festas praias pérgulas piscinas,
e bem à vista exibo esta etiqueta
global no corpo que desiste
de ser veste e sandália de uma essência
tão viva independente,
que moda ou suborno algum a compromete.
Hoje sou costurado, sou tecido,
sou gravado de forma universal,
saio da estamparia, não de casa,
da vitrina me tiram, recolocam,
objeto pulsante mas objeto
que se oferece como signo de outros
objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
de ser não eu, mas artigo industrial.



Assinale a alternativa INCORRETA:
a) O poema faz referência direta ao conceito de cultura de massa, que segundo Adorno é uma forma de controle da consciência pelo emprego de meios como o cinema, o rádio ou a imprensa.
b) De acordo com a Escola de Frankfurt o surgimento da cultura de massa, em meados do século passado, deveu-se em grande parte ao desenvolvimento do projeto iluminista que desencadeou uma crise ética e epistemológica dando origem por fim a já referida cultura de massa.
c) A Revolução Industrial não foi apenas um conjunto de inovações técnicas, mas uma forma de dominação e controle do tempo do trabalhador, essa dominação se dá por meio da disciplina e da indústria cultural.
d) O produto da indústria cultural não pode ser considerado arte em sentido estrito, já que ela tende a padronização, a ausência de conteúdo, e o apelo ao mercado.
e) A cultura de massa tem o papel de difundir por meio do mercado as culturas regionais, contribuindo para a emancipação do homem.

resposta da questão 10: [E]

TERCEIRA SÉRIE
1. (PITÁGORAS) Leia o trecho da matéria de Glória Tupinambás publicada no Jornal Estado de Minas em 02/03/2011.
BH INICIA OBRAS ELEITAS PELO PROGRAMA ORÇAMENTO PARTICIPATIVO
Está dada a largada para 28 obras do Orçamento Participativo (OP) em Belo Horizonte. Ordem de serviço assinada na tarde de terça-feira pelo prefeito Marcio Lacerda (PSB) determina o início imediato dos trabalhos em oito regionais da capital. Os empreendimentos, orçados em R$ 29 milhões, só não incluem a Região Leste, cujas demandas farão parte de uma segunda etapa do OP, prevista para ser lançada nos próximos meses. Às 28 intervenções se somam a um total de 44 construções em andamento ligadas ao OP. O programa ainda tem 266 obras pendentes, à espera de licitação ou elaboração de projetos.
Mais da metade das obras anunciadas ontem é de urbanização de ruas, que representam 15 intervenções. O prazo para o início dos trabalhos é de 10 dias em 12 vias na Regional Nordeste, 11 na Norte, seis no Barreiro, três na Pampulha, cinco em Venda Nova e uma da Centro-Sul. Os outros empreendimentos preveem a construção de um ginásio poliesportivo no Bairro Jardim Vitória (Nordeste), praças, campos de futebol e centros esportivos, implantação de reservas e parques ecológicos e reformas de Centros de Apoio Comunitário (CACs) e Centros de Convivência de Idosos.

Disponível em: http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2011/03/02/interna_gerais,212933/bh-inicia-obras-eleitas-pelo-programa-orcamento-participativo.shtml. Acesso em: 07/11/2011

O programa, criado em 1993, permite que a população ajude a decidir sobre a aplicação dos investimentos públicos. Esse fato indica que
a) a decisão de onde serão as obras é sempre do governo e pode contrariar a decisão popular.
b) a participação da população no programa é dispensável, já que as obras ficam restritas ao papel.
c) o desenvolvimento do Orçamento Participativo é uma forma de manipulação política partidária.
d) o Orçamento Participativo mostra a fragilidade do Estado, que recorre à consulta popular para tomar decisões.
e) o Orçamento Participativo é um canal direto para que o indivíduo exerça a cidadania.


resposta da questão 1:[E]

2. (PITÁGORAS) Leia os textos seguintes.
Texto I
O ESTADO PARA MARX
Este Poder Executivo, com a sua imensa organização burocrática e militar, com a sua complexa e artificial máquina de Estado, (…) este espantoso organismo parasitário que se envolve como uma rede em torno da sociedade (…), que permite aos membros da burguesia servirem-se da riqueza estatal. É um produto da sociedade numa certa fase do seu desenvolvimento. É a confissão de que essa sociedade se embaraçou numa insolúvel contradição interna, se dividiu em antagonismos inconciliáveis de que não pode desvencilhar-se (…).
Disponível em: http://aquiesta.wordpress.com/2008/08/26/marx-engels-o-papel-do-estado/. Acesso em 07/11/2011

Texto II
Na visão de Weber, o Estado se define como “[...] a estrutura ou o agrupamento político que reivindica com êxito o monopólio do constrangimento físico legítimo.” (FREUND, 1987, p. 159).
Dessa forma, de um lado atuaria a racionalização do direito, consequentemente a especialização dos poderes Legislativo e Judiciário, voltado para uma política que tem o objetivo de manter a segurança dos indivíduos (...).
Disponível em: http://www.consciencia.org/max-weber . Acesso em: 07/11/2011

Marx e Weber foram teóricos da Sociologia que descreveram o funcionamento da sociedade de forma distinta. Com relação às teorias sobre o Estado, podemos inferir que

a) elas divergem, pois para Marx o Estado é regulador da sociedade, enquanto para Weber ele exerce a dominação.
b) a teoria de Weber enobrece o Estado na sociedade pelos benefícios sociais, ao contrário de Marx.
c) os teóricos relatam o Estado como a mais importante instituição da sociedade moderna.
d) os dois sociólogos têm a mesma visão enobrecedora do Estado na sociedade moderna.
e) os dois teóricos consideram que o Estado exerce um processo de dominação sobre a sociedade.


resposta da questão 2:[E]


3. (PITÁGORAS) O uso da violência é cada vez menos frequente nas sociedades modernas. Segundo o sociólogo alemão Norbert Elias, a pacificação é uma das características das sociedades contemporâneas, marcadamente mais "civilizadas". No entanto, ele está ciente de que a paz é um estado apenas costumeiro, um hábito que por vezes é deixado de lado. Existem espaços em que a violência é respeitada e mesmo desejada – caso de alguns esportes, por exemplo. Para além de alguns ambientes esportivos, existem também aqueles em que a violência é utilizada como instrumento para a manutenção da ordem estabelecida. Trata-se da violência praticada por agentes do Estado. Devemos, assim, lembrar as palavras do também sociólogo Max Weber, que definiu o Estado como a instituição que detém o monopólio sobre o uso legítimo da força.

ASSINALE a afirmativa que indica instituições que fazem esse uso legítimo da força em nossa sociedade.
a) A polícia e as gangues urbanas.
b) Seguranças e grupos de extermínio.
c) Capangas e seguranças.
d) Seguranças e vigilantes.
e) A polícia e as forças armadas.


resposta da questão 3:[E]

4. (PITÁGORAS) Leia o trecho a seguir.
Diante de uma situação de conflito, quando um Estado perde sua ___________, ele inevitavelmente acaba fazendo uso da ________. É assim que faz valer, reafirma o seu ________. Veja, por exemplo, o que acontece em muitas das favelas da cidade do Rio de Janeiro (mas também em outras grandes capitais do país): é a política que faz prevalecer a sua ordem.
Assinale a alternativa que APRESENTA os conceitos que completam o trecho de forma adequada.

a) autoridade – força – poder.
b) legitimidade – política – alcance.
c) legitimidade – guerra – domínio.
d) autoridade – guerra – comando.
e) força – hierarquia – controle.


resposta da questão 4:[A]




5. (CNDL) O Estado, na visão marxista, é visto como um instrumento de dominação da classe burguesa. Fazendo parte da superestrutura da sociedade, ele corresponde a um reflexo desta, o que acaba por reforçar as estruturas de desigualdade e de opressão da classe burguesa sobre a classe operária.
Assinale, dentre as opções a seguir, aquela que contém a definição de Estado mais próxima à de Marx.
                                                                      
a) Instituição que detém o monopólio sobre o uso legítimo da força.
b) Instituição responsável pela manutenção da paz no interior de uma sociedade.
c) Instituição de sustentação ideológica e legal da classe dominante.
d) Instituição racional-legal responsável pela manutenção da ordem.
e) Instituição que realiza a universalização do espírito racional.



resposta da questão 5:[C]

6. (UEL) Max Weber, sociólogo alemão, conceituou três tipos ideais de dominação: dominação legal, dominação tradicional e dominação carismática. São tipos ideais porque são construções conceituais que o investigador utiliza para fazer aproximações entre a teoria e o mundo empírico.
Leia a seguir o trecho da Carta Testamento de Getúlio Vargas:
Sigo o destino que é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci. Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo.
(VARGAS, G. Carta Testamento. )
Disponivel em: http://www.cpdoc.fgv.br/dhbd/verbetes_htm/5458_53.asp. Acesso em: 17 nov. 2007.

Com base nos conhecimentos sobre os tipos ideais de dominação e levando em consideração o texto citado e as características históricas e políticas do período, assinale a única alternativa que apresenta a configuração correta do tipo de dominação exercida por Getúlio Vargas.

a) Dominação carismática e tradicional.
b) Dominação tradicional que se opõe à dominação carismática.
c) Dominação tradicional e legal.
d) Dominação legal e carismática.
e) Dominação legal que reforça a dominação tradicional.


resposta da questão 6:[A]

7. (Uema 2012)  A questão da corrupção está em evidência e aumenta o desencanto com a política. Considerada como um dos maiores males da democracia, suas consequências são nefastas. Shakespeare, em “Medida por medida”, destacou essa problemática, conforme o fragmento abaixo:

Uma coisa é ser tentado e outra coisa é cair em tentação. Não posso negar que não se encontre num júri, examinando a vida de um prisioneiro, um ou dois ladrões, entre os jurados, mais culpados do que o próprio homem que estão julgando. A Justiça só se apodera daquilo que descobre. Que importa as leis que ladrões condenem ladrões?

SHAKESPEARE, W. Comédias e sonetos. São Paulo: Círculo do Livro, 1994.

Assinale a alternativa que expressa o sentido da corrupção política.
a) Uso do poder público para proveito, promoção ou prestígio particular, ou em benefício de um grupo ou classe, constituindo violação da lei ou de padrões de elevada conduta moral.   
b) Utilização da violência nua para impor autoridade e auferir benefícios particulares. As vantagens obtidas se apoiam no poder dos dominantes e no uso da arbitrariedade.   
c) Fenômeno político baseado na capacidade simbólica de exercer ascendência sobre os outros, utilizando expressivamente a coação.   
d) Fenômeno que coloca todos em nível de igualdade – vendedores e compradores – com a finalidade de promover a troca de bens serve de elemento regulador das relações entre os indivíduos.   
e) Fenômeno político que induz a um benefício ou direito desfrutado por indivíduos, partilhado pela generalidade das pessoas.   

Resposta da questão 7:[A]

A corrupção é bem definida na alternativa [A]. A corrupção não necessariamente está relacionada com a violência. Ela corresponde à apropriação particular de um bem que é público, violando leis e condutas reconhecidamente morais e resultando em um prejuízo (simbólico, financeiro ou material) à coletividade. 


8. (Enem 2010)  Judiciario contribuiu com ditadura no Chile, diz Juiz Guzman Tapia

As cortes de apelação rejeitaram mais de 10 mil habeas corpus nos casos das pessoas desaparecidas. Nos tribunais militares, todas as causas foram concluídas com suspensões temporárias ou definitivas, e os desaparecimentos políticos tiveram apenas trâmite formal na Justiça. Assim, o Poder Judiciário contribuiu para que os agentes estatais ficassem impunes.

Disponível em: http://www.cartamaior.com.br.
Acesso em: 20 jul. 2010 (adaptado).

Segundo o texto, durante a ditadura chilena na década de 1970, a relação entre os poderes Executivo e Judiciário caracterizava-se pela
a) preservação da autonomia institucional entre os poderes.   
b) valorização da atuação independente de alguns juízes.   
c) manutenção da interferência jurídica nos atos executivos.   
d) transferência das funções dos juízes para o chefe de Estado.   
e) subordinação do poder judiciário aos interesses políticos dominantes.   

Resposta da questão 8:[E]

Apenas a alternativa E está correta e demonstra um caso no qual a separação dos poderes – teoria desenvolvida por Montesquieu – não funcionou plenamente, ocasionando justamente o que se pretende evitar ao se adotar tal mecanismo: o abuso do poder. A separação de poderes ajuda a controlar os arbítrios dos governantes ao colocar “freios” em suas ações. Para isso, entretanto, os poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) devem ser autônomos, não podendo sofrer influências de quaisquer grupos econômicos, políticos ou sociais. No caso das ditaduras, a separação dos poderes serve somente para passar certa legitimidade ao regime, pois o executivo se sobrepõe e faz prevalecer seus interesses. Embora seja costume nos inícios de ditaduras o fechamento do Legislativo e do Judiciário, com o tempo estes são reestruturados de forma a dar apoio ao regime estabelecido. 

9. (Unioeste 2009)  De acordo com o Art. 44 da Constituição Federal, o Poder Legislativo é exercido pelo Congresso Nacional, que se compõe da Câmara dos Deputados (com representantes do povo brasileiro), o Senado Federal (com representantes dos Estados e do Distrito Federal), e o Tribunal de Contas da União (órgão que presta auxílio ao Congresso Nacional nas atividades de controle e fiscalização externa). Com base na Constituição Federal é correto afirmar que

a) uma das atribuições do Congresso Nacional é nomear Ministros de Estado, Ministros do Supremo Tribunal Federal e o Procurador-Geral da República.   
b) é da competência do Congresso Nacional processar e julgar ações de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual.   
c) é da responsabilidade do Congresso Nacional zelar pelo efetivo respeito dos Poderes Públicos e dos serviços de relevância aos direitos assegurados na Constituição Federal, promovendo as medidas necessárias a sua garantia.   
d) cabe ao Congresso Nacional elaborar as leis e proceder à fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da Administração direta e indireta.   
e) cabe ao Congresso Nacional sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução.   

Resposta da questão 9: [D]

As alternativas [A] e [E] dizem respeito a atribuições do Poder Executivo, que no caso da Federação Brasileira é exercido pela Presidência da República. As alternativas [B] e [C] dizem respeito ao Poder Judiciário, que é exercido pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Ministério Público. A única alternativa que apresenta atribuições próprias do Poder Legislativo e do Congresso Nacional é a [D]. 




10. (Uel 2007)  De acordo com Norberto Bobbio, “ao lado do problema do fundamento do poder, a doutrina clássica do Estado sempre se ocupou também do problema dos limites do poder, problema que geralmente é apresentado como problema das relações entre direito e poder (ou direito e Estado)”.

Fonte: BOBBIO, N. Estado, Governo e Sociedade: para uma teoria geral da política. Tradução de Marco Aurélio Nogueira. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000, p. 93-94.

Os limites do poder no Estado democrático de direito moderno são estabelecidos:

I. Pela autonomia constitucional entre os poderes judiciário, legislativo e executivo.
II. Por normas legais, definidas por processos legítimos, que regulam e estabelecem direitos e deveres tanto para governantes quanto para os indivíduos na sociedade.
III. Por normas legais que subordinam os poderes judiciário e legislativo ao poder executivo e asseguram a prevalência dos interesses do partido majoritário.
IV. Por normas legais que assegurem que todos os cidadãos tenham garantias individuais mínimas, como o direito à defesa, direito a ir e vir e direito a manifestar suas opiniões.

A alternativa que contém todas as afirmativas corretas é:
a) I e III   
b) II e IV   
c) I, II e III   
d) I, II e IV   
e) I, III e IV   


Resposta da questão 10: [D]

A separação de poderes na nossa democracia contemporânea tem origem na filosofia política de Montesquieu, segundo seu sistema de freios e contrapesos. Para o filósofo, os poderes deveriam ser autônomos entre si, gerando um sistema de controle mútuo entre eles. Desta forma, seriam evitadas arbitrariedades e formas tirânicas de governo. Ao mesmo tempo, encontramos na constituição contemporânea fortes elementos do Liberalismo de John Locke, que enxerga o Estado como o garante dos direitos naturais do homem, tais como o direito à vida e à propriedade. Mas graças ao princípio de cidadania, percebemos que os cidadãos não possuem somente direitos, mas também deveres para com a comunidade política na qual ele é inserido. Portanto, somente as afirmativas I, II e IV são verdadeiras.